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Entenda como o invisível faz parte do seu dia a dia

Atualizado: 14 de Dez de 2020

Aqui no blog sempre discutimos sobre o invisível. Para muita gente, este conceito envolve certo mistério. Este texto busca comentar a respeito dos principais fenômenos que estão fora do alcance dos nossos olhos e que fazem parte do nosso cotidiano.




Por que é importante conhecer os fenômenos invisíveis?


O mundo está passando pela 4ª Revolução Industrial. Um dos seus pilares é o advento da inteligência artificial que pode ser entendido como a consolidação da capacidade de sistemas não orgânicos adquirirem habilidades até então exclusivas da espécie humana. Estão inclusas nestas habilidades desde interpretação de padrões até a simulação de sentidos.


A visão é talvez o sentido que mais influencia na percepção do ambiente no qual estamos. É o primeiro sentido humano que interfere no processo de escolha. Em consequência disso, confiamos demais no que os nossos olhos entendem do mundo. Acontece que o olho humano percebe menos de 1% do que realmente existe, segundo o documentário feito pelo History Channel, “O mundo invisível”.


A visão computacional é uma forma de inteligência artificial que simula um sentido humano. Existem aplicações particularmente interessantes dessa tecnologia no monitoramento de processos industriais. Em geral, são usadas câmeras que atuam na frequência da luz visível, e algoritmos de interpretação de padrões.


Por que, então, não explorar diferentes estratégias e diferentes sensores para observar uma quantidade maior de fenômenos?


Essa é a proposta da Subiter. Certamente é possível aumentar a eficiência produtiva e garantir mais segurança às pessoas e ao meio ambiente. Os exemplos de fenômenos invisíveis, a seguir, ajudarão a ilustrar as situações cotidianas em que o invisível está presente e a partir daí entender como alcançá-lo.


Iluminação

Quando a iluminação é insuficiente, torna-se tarefa difícil ou impossível observar com os olhos humanos ou câmeras convencionais o que está acontecendo. Em condições de baixa luminosidade é necessário recorrer a iluminação artificial ou a sensores especiais. Esta é uma realidade também na indústria.


Em busca de outros exemplos além da indústria, vale a pena destacar o documentário Night on Earth lançado pela Netflix neste ano. Para capturar as imagens para a série, foram utilizadas câmeras especiais com tecnologia de ponta para registrar atividades no mundo selvagem nunca vistas anteriormente devido a baixa luminosidade.


Na astronomia a falta de iluminação prejudica a observação de certos corpos celestes que não emitem luz própria. Diante deste fato, os cientistas recorrem a sensores que detectam ondas eletromagnéticas em outras frequências, como ultravioleta e infravermelho.



Temperatura

É muito comum se queimar na cozinha ao tocar em um objeto quente por acidente. Na indústria, acidentes como este podem ter consequências ainda mais graves. Na maioria dos casos, não podemos ter noção da temperatura dos objetos com a nossa visão. A percepção de quente e frio é uma responsabilidade de outro sentido, o tato.


Para nossa felicidade, existem câmeras formadas por conjuntos de sensores sensíveis a alterações de temperatura. Ainda se trata de uma tecnologia emergente, porém estudos mostram um aumento considerável no mercado mundial de imageamento térmico até 2025.



Escala

Outra forma de invisibilidade está relacionada ao tamanho dos objetos. Estudos apontam que o menor tamanho que podemos enxergar a olho nu é da ordem de 100 micrometros, o que representa 1 milímetro dividido em 10 partes. É o tamanho aproximado do diâmetro de um fio de cabelo. Para observar formas com dimensões menores, é necessário recorrer a instrumentos ópticos ou eletrônicos.


O mundo é repleto de microrganismos e partículas de dimensões mínimas. A ciência do século XX avançou consideravelmente no entendimento do mundo micro e além. Esse avanço permitiu desenvolver teorias e tecnologias que hoje fazem parte da nossa rotina. Os processadores atuais são compostos por transistores menores que 10 nanômetros, dez mil vezes menor do que um fio de cabelo! Possibilitando a fabricação de dispositivos eletrônicos cada vez menores e mais potentes.



Velocidade

Histórias sobre o lendário artista marcial e ator Bruce Lee contam que muitos de seus golpes eram tão rápidos que as câmeras da época não conseguiam acompanhar. Parece boato, mas há uma explicação razoável. As câmeras da época tinham baixa taxa de aquisição, capturavam menos de 30 quadros por segundo. Para efeito de comparação, nossos olhos conseguem perceber alterações em vídeos gravados até 60 quadros por segundo. Fenômenos lentos são igualmente difíceis de serem percebidos.


Tanto para os fenômenos rápidos quanto para os lentos existem estratégias que podem ajudar a observá-los. A super câmera lenta é uma sequência de imagens capturadas por câmeras de alta velocidade que registram milhares ou mesmo milhões de quadros por segundo. Ela permite a captura de vídeos de eventos extremamente rápidos sem borrões, como corridas de Fórmula 1, o bater de assas de um beija-flor, ondas de impacto (quando um lutador recebe um golpe) ou explosões. O time lapse é usado para observar fenômenos lentos, como o movimento do sol, da lua ou de outros corpos celestes.



Transparência

Existe uma infinidade de objetos e substâncias que são transparentes à luz visível. Por isso, nossa visão não consegue distingui-los muito bem. Não é fácil perceber que há água sobre alguma superfície, porque não há contraste de cor.


Gases que estão presentes na atmosfera ou que são lançados nela seguem o mesmo princípio. Os óxidos de enxofre, extremamente nocivos à saúde humana e ao meio ambiente, é invisível a olho nu. A maior parte do que vemos saindo das chaminés das fábricas são partículas sólidas ou vapor de água, também considerados poluentes atmosféricos.


O fogo é um caso curioso. As chamas podem apresentar diferentes colorações a depender do combustível que está sendo consumido. Há ainda as chamas invisíveis que representam um grande perigo na indústria química e petroquímica.


Substâncias invisíveis à visão humana podem ser observadas em outras faixas do espectro eletromagnético. Existem equipamentos e sensores para auxiliar nesta tarefa.

Através

No caso de objetos opacos, conseguimos observar somente suas características superficiais como formato, dimensão, cor e textura. Características subsuperficiais (internas) estão fora do nosso alcance.


Enxergar através da matéria é de grande importância para garantia da integridade e da qualidade de produtos manufaturados e estruturas. Na indústria, essa função é fundamental e recebe o nome de Ensaios Não Destrutivos. Algumas técnicas como a termografia e a radiografia usadas nesse contexto permitem uma varredura interna em materiais gerando uma imagem a ser examinada em busca de inconformidades.



Para finalizar


Na próxima vez que ouvir falar em invisível, provavelmente você estará mais familiarizado com o termo. Como comentado neste texto, não se trata de ficção científica. Há inúmeros casos de fenômenos invisíveis que fazem parte do nosso cotidiano.


A maior parte das categorias listadas aqui foram casos práticos de projetos que a Subiter esteve envolvida. Sempre no desafio de monitorar o que não pode ser visto.


Caso tenha dificuldade em observar fenômenos invisíveis no seu processo produtivo, fale conosco.

Referências:

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