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InteligĂȘncia artificial e termografia ativa: a pesquisa da Subiter que conquistou o congresso internacional em NĂĄpoles

  • Foto do escritor: Renan Garcia
    Renan Garcia
  • 15 de jun.
  • 4 min de leitura

A validação da integridade estrutural na indĂșstria aeroespacial exige o nĂ­vel mais alto de rigor tĂ©cnico existente no mercado mundial. O uso massivo de materiais compĂłsitos nas aeronaves modernas comerciais, executivas e de defesa, cuja aplicação jĂĄ ultrapassa 50% da massa estrutural dos aviĂ”es, transformou a engenharia diagnĂłstica. MĂ©todos tradicionais e manuais de inspeção dĂŁo lugar a processos automatizados, objetivos e altamente confiĂĄveis.


É exatamente nessa vanguarda que a Subiter consolida sua liderança em termografia ativa no Brasil. Nosso colaborador, o pesquisador Renan Garcia, teve um artigo cientĂ­fico de alto impacto selecionado para a 18ÂȘ ConferĂȘncia de Termografia Infravermelha Quantitativa (QIRT 2026), realizada em NĂĄpoles, na ItĂĄlia. O trabalho conta com a mentoria e coautoria do professor Henrique Fernandes, palestrante (speaker) no evento internacional e consultor estratĂ©gico da Subiter. Essa conquista chancela a nossa missĂŁo de valorizar profissionais de ponta e produzir ciĂȘncia aplicada de nĂ­vel global.


O desafio dos materiais compósitos avançados na aviação

Fabricar componentes para jatos ou aeronaves militares envolve a consolidação de materiais compĂłsitos de alta performance, como os polĂ­meros reforçados com fibra de carbono (CFRP) curados em autoclave de alta pressĂŁo. Embora esses materiais ofereçam excelente relação entre peso e resistĂȘncia, a anĂĄlise de sua integridade estrutural interna enfrenta barreiras fĂ­sicas complexas.


Fig. 2. Semantic segmentation analysis: (Left) predicted binary mask for the full specimen; (Right) detailed zoom into two
defects showing precise boundary adjustment relative to the reference baseline.

Em ambientes industriais convencionais, as sequĂȘncias de imagens geradas por ensaios tĂ©rmicos costumam ser interpretadas de forma manual. Isso torna o processo subjetivo, lento e excessivamente dependente da experiĂȘncia do inspetor. AlĂ©m disso, em materiais muito densos e compactados, a difusividade tĂ©rmica Ă© baixa e a atenuação do sinal Ă© severa. Diferenciar uma variação tĂ©rmica natural do material de uma descontinuidade real (como uma delaminação ou a inclusĂŁo acidental de corpos estranhos durante a fabricação) representa um dos maiores gargalos da IndĂșstria 4.0.


A inovação do artigo: reconhecimento automatizado de defeitos (ADR)

A pesquisa desenvolvida por Renan Garcia e a equipe da Subiter resolve essa dor de mercado de forma definitiva. O estudo desenvolveu um sistema de Reconhecimento Automatizado de Defeitos (ADR, do inglĂȘs Automated Defect Recognition) utilizando inteligĂȘncia artificial de Ășltima geração.


Fig. 1. ADR operational results: predicted defect masks (red contours) overlaid on the active thermography sequence within
the inspection ROI.

O cĂ©rebro por trĂĄs da esteira diagnĂłstica baseia-se em uma arquitetura de rede neural convolucional avançada chamada Residual U-Net. Essa rede combina a estrutura simĂ©trica de segmentação de imagem da clĂĄssica U-Net com blocos de aprendizado residual. Essa otimização crucial resolve o problema do desvanecimento de gradientes em modelos de Deep Learning, permitindo extrair feiçÔes minĂșsculas e definir as bordas difusas que as assinaturas tĂ©rmicas de defeitos ocultos costumam apresentar.


[Amostra Aeroespacial] ➔ [Inspeção por Termografia Ativa] ➔ [Processamento via Residual U-Net] ➔ [Ação Automatizada / Laudo de IA]



Metodologia rigorosa e calibração multimodal

Para que o algoritmo de Deep Learning aprendesse com precisão de perito, a Subiter fabricou corpos de prova aeroespaciais (CDPs) sob rígidos padrÔes internacionais, incluindo as normas técnicas ASTM D3171 (para teor de constituintes) e ASTM D2734 (para determinação de vazios). Foram reproduzidos cenårios reais com inclusÔes de objetos estranhos e rebaixos usinados com precisão milimétrica por controle numérico computadorizado (CNC) em diferentes profundidades. Os testes cobriram arquiteturas de fibra de carbono pura, estruturas híbridas com fibra de vidro e até malhas de cobre voltadas para proteção contra descargas atmosféricas (raios).


O grande diferencial metodológico da pesquisa, que chamou a atenção da banca avaliadora internacional da QIRT, foi a otimização do processo de anotação dos dados de treinamento da IA. Para superar a atenuação do sinal térmico, o contraste de defeitos e a Razão Sinal-Ruído (SNR) foram refinados e calibrados utilizando o ensaio de ultrassom C-scan das mesmas peças como uma linha de base de alta resolução. O modelo foi treinado e validado em um banco de dados especializado com 3.000 imagens termogråficas, submetidas a rotaçÔes e ajustes industriais simulados via processador NVIDIA Tesla T4.


Resultados surpreendentes e chancela internacional

Os resultados quantitativos obtidos nos testes comprovaram a robustez absoluta do sistema da Subiter frente aos modelos tradicionais de visĂŁo computacional de mercado, como a EfficientNet:

  • AcurĂĄcia Espacial (IoU): O modelo Residual U-Net alcançou um Ă­ndice de Interseção sobre UniĂŁo (IoU) global de 96,15%, demonstrando precisĂŁo cirĂșrgica na delimitação das bordas dos defeitos ocultos.

  • Sensibilidade (Recall): A taxa de detecção atingiu 97,5%, o que significa que o sistema elimina o risco de falsos negativos estruturais e garante que nenhuma falha crĂ­tica passe despercebida.

  • ConsistĂȘncia em Estruturas Complexas: Em laminados espessos de 22 camadas de fibra de carbono (SĂ©rie E), a IA manteve uma performance impressionante de 98,06% de IoU e pontuação F1 de 99,02%. Mesmo nas peças hĂ­bridas com malha de cobre e fibra de vidro, o Ă­ndice manteve-se estĂĄvel em 93,98%.


O resultado prĂĄtico desse sistema Ă© uma sobreposição visual automĂĄtica de mĂĄscaras digitais (contornos vermelhos) diretamente na sequĂȘncia de termografia ativa. A inteligĂȘncia artificial isola com precisĂŁo cientĂ­fica as perturbaçÔes tĂ©rmicas provocadas por descontinuidades, ignorando as texturas naturais do prĂłprio material compĂłsito.


Conclusão: a liderança nacional em engenharia diagnóstica

O sucesso do trabalho de Renan Garcia e do professor Henrique Fernandes na ItĂĄlia reforça que a Subiter nĂŁo Ă© apenas uma prestadora de serviços, mas uma desenvolvedora de tecnologia pioneira no Brasil. Unir a termografia ativa Ă  inteligĂȘncia artificial de borda elimina a subjetividade humana da anĂĄlise tĂ©cnica , elevando o nĂ­vel de segurança jurĂ­dica e operacional de ativos bilionĂĄrios dos setores de defesa, aeroespacial e nĂĄutico de luxo.


A produção científica contínua e a presença nos maiores congressos globais demonstram que possuímos a equipe técnica mais qualificada do país para transformar dados físicos em decisÔes estratégicas de alta confiabilidade.


Quer conhecer a tecnologia brasileira que Ă© referĂȘncia internacional em engenharia estrutural?



ReferĂȘncias tĂ©cnicas e normativas da pesquisa (E-E-A-T):

  • ASTM D3171-22: Standard Test Methods for Constituent Content of Composite Materials.

  • ASTM D2734-16: Standard Test Methods for Void Content of Reinforced Plastics.

  • Metodologia Subiter ADR-Composite: Sistema proprietĂĄrio de segmentação semĂąntica via Residual U-Net para ensaios nĂŁo destrutivos avançados.

Artigo baseado na publicação oficial aceita para a QIRT 2026 Conference, Nåpoles, Itålia.


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