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Inteligência artificial e termografia ativa: a pesquisa da Subiter que conquistou o congresso internacional em Nápoles

  • Foto do escritor: Renan Garcia
    Renan Garcia
  • há 2 dias
  • 4 min de leitura

A validação da integridade estrutural na indústria aeroespacial exige o nível mais alto de rigor técnico existente no mercado mundial. O uso massivo de materiais compósitos nas aeronaves modernas comerciais, executivas e de defesa, cuja aplicação já ultrapassa 50% da massa estrutural dos aviões, transformou a engenharia diagnóstica. Métodos tradicionais e manuais de inspeção dão lugar a processos automatizados, objetivos e altamente confiáveis.


É exatamente nessa vanguarda que a Subiter consolida sua liderança em termografia ativa no Brasil. Nosso colaborador, o pesquisador Renan Garcia, teve um artigo científico de alto impacto selecionado para a 18ª Conferência de Termografia Infravermelha Quantitativa (QIRT 2026), realizada em Nápoles, na Itália. O trabalho conta com a mentoria e coautoria do professor Henrique Fernandes, palestrante (speaker) no evento internacional e consultor estratégico da Subiter. Essa conquista chancela a nossa missão de valorizar profissionais de ponta e produzir ciência aplicada de nível global.


O desafio dos materiais compósitos avançados na aviação

Fabricar componentes para jatos ou aeronaves militares envolve a consolidação de materiais compósitos de alta performance, como os polímeros reforçados com fibra de carbono (CFRP) curados em autoclave de alta pressão. Embora esses materiais ofereçam excelente relação entre peso e resistência, a análise de sua integridade estrutural interna enfrenta barreiras físicas complexas.


Fig. 2. Semantic segmentation analysis: (Left) predicted binary mask for the full specimen; (Right) detailed zoom into two
defects showing precise boundary adjustment relative to the reference baseline.

Em ambientes industriais convencionais, as sequências de imagens geradas por ensaios térmicos costumam ser interpretadas de forma manual. Isso torna o processo subjetivo, lento e excessivamente dependente da experiência do inspetor. Além disso, em materiais muito densos e compactados, a difusividade térmica é baixa e a atenuação do sinal é severa. Diferenciar uma variação térmica natural do material de uma descontinuidade real (como uma delaminação ou a inclusão acidental de corpos estranhos durante a fabricação) representa um dos maiores gargalos da Indústria 4.0.


A inovação do artigo: reconhecimento automatizado de defeitos (ADR)

A pesquisa desenvolvida por Renan Garcia e a equipe da Subiter resolve essa dor de mercado de forma definitiva. O estudo desenvolveu um sistema de Reconhecimento Automatizado de Defeitos (ADR, do inglês Automated Defect Recognition) utilizando inteligência artificial de última geração.


Fig. 1. ADR operational results: predicted defect masks (red contours) overlaid on the active thermography sequence within
the inspection ROI.

O cérebro por trás da esteira diagnóstica baseia-se em uma arquitetura de rede neural convolucional avançada chamada Residual U-Net. Essa rede combina a estrutura simétrica de segmentação de imagem da clássica U-Net com blocos de aprendizado residual. Essa otimização crucial resolve o problema do desvanecimento de gradientes em modelos de Deep Learning, permitindo extrair feições minúsculas e definir as bordas difusas que as assinaturas térmicas de defeitos ocultos costumam apresentar.


[Amostra Aeroespacial] ➔ [Inspeção por Termografia Ativa] ➔ [Processamento via Residual U-Net] ➔ [Ação Automatizada / Laudo de IA]



Metodologia rigorosa e calibração multimodal

Para que o algoritmo de Deep Learning aprendesse com precisão de perito, a Subiter fabricou corpos de prova aeroespaciais (CDPs) sob rígidos padrões internacionais, incluindo as normas técnicas ASTM D3171 (para teor de constituintes) e ASTM D2734 (para determinação de vazios). Foram reproduzidos cenários reais com inclusões de objetos estranhos e rebaixos usinados com precisão milimétrica por controle numérico computadorizado (CNC) em diferentes profundidades. Os testes cobriram arquiteturas de fibra de carbono pura, estruturas híbridas com fibra de vidro e até malhas de cobre voltadas para proteção contra descargas atmosféricas (raios).


O grande diferencial metodológico da pesquisa, que chamou a atenção da banca avaliadora internacional da QIRT, foi a otimização do processo de anotação dos dados de treinamento da IA. Para superar a atenuação do sinal térmico, o contraste de defeitos e a Razão Sinal-Ruído (SNR) foram refinados e calibrados utilizando o ensaio de ultrassom C-scan das mesmas peças como uma linha de base de alta resolução. O modelo foi treinado e validado em um banco de dados especializado com 3.000 imagens termográficas, submetidas a rotações e ajustes industriais simulados via processador NVIDIA Tesla T4.


Resultados surpreendentes e chancela internacional

Os resultados quantitativos obtidos nos testes comprovaram a robustez absoluta do sistema da Subiter frente aos modelos tradicionais de visão computacional de mercado, como a EfficientNet:

  • Acurácia Espacial (IoU): O modelo Residual U-Net alcançou um índice de Interseção sobre União (IoU) global de 96,15%, demonstrando precisão cirúrgica na delimitação das bordas dos defeitos ocultos.

  • Sensibilidade (Recall): A taxa de detecção atingiu 97,5%, o que significa que o sistema elimina o risco de falsos negativos estruturais e garante que nenhuma falha crítica passe despercebida.

  • Consistência em Estruturas Complexas: Em laminados espessos de 22 camadas de fibra de carbono (Série E), a IA manteve uma performance impressionante de 98,06% de IoU e pontuação F1 de 99,02%. Mesmo nas peças híbridas com malha de cobre e fibra de vidro, o índice manteve-se estável em 93,98%.


O resultado prático desse sistema é uma sobreposição visual automática de máscaras digitais (contornos vermelhos) diretamente na sequência de termografia ativa. A inteligência artificial isola com precisão científica as perturbações térmicas provocadas por descontinuidades, ignorando as texturas naturais do próprio material compósito.


Conclusão: a liderança nacional em engenharia diagnóstica

O sucesso do trabalho de Renan Garcia e do professor Henrique Fernandes na Itália reforça que a Subiter não é apenas uma prestadora de serviços, mas uma desenvolvedora de tecnologia pioneira no Brasil. Unir a termografia ativa à inteligência artificial de borda elimina a subjetividade humana da análise técnica , elevando o nível de segurança jurídica e operacional de ativos bilionários dos setores de defesa, aeroespacial e náutico de luxo.


A produção científica contínua e a presença nos maiores congressos globais demonstram que possuímos a equipe técnica mais qualificada do país para transformar dados físicos em decisões estratégicas de alta confiabilidade.


Quer conhecer a tecnologia brasileira que é referência internacional em engenharia estrutural?



Referências técnicas e normativas da pesquisa (E-E-A-T):

  • ASTM D3171-22: Standard Test Methods for Constituent Content of Composite Materials.

  • ASTM D2734-16: Standard Test Methods for Void Content of Reinforced Plastics.

  • Metodologia Subiter ADR-Composite: Sistema proprietário de segmentação semântica via Residual U-Net para ensaios não destrutivos avançados.

Artigo baseado na publicação oficial aceita para a QIRT 2026 Conference, Nápoles, Itália.


1 comentário


John Freitas
John Freitas
há 2 dias

Sensacional, parabens ao envolvidos!

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