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Como avaliar a maturidade de uma nova tecnologia?

Atualizado: Set 24

Neste artigo você vai descobrir como é feita a avaliação da maturidade de uma nova tecnologia.


Seguindo a linha do que foi comentado no último artigo postado aqui no blog (A inovação e as revoluções industriais), existem basicamente duas formas de inovação promovidas pelas empresas do século XXI:

  1. A inovação no modelo de negócio – É aquela associada à forma com que a empresa conduz o negócio. Muitas vezes utilizando facilidades promovidas por novas ferramentas digitais. Neste caso, não é criada uma tecnologia. A inovação está em uma nova forma de usar tecnologias já consolidadas;

  2. A inovação de base tecnológica – É o caso da criação de uma nova tecnologia em forma de produto.

A SpaceX é um ótimo exemplo de empresa que inovou nessas duas frentes. Desenvolvem foguetes reutilizáveis (tecnologia) e vendem missões espaciais a baixo custo (modelo de negócio). Saiba mais sobre a inovação praticada pela SpaceX neste link.


A inovação tecnológica será o foco deste artigo. É preciso entender que existe uma trajetória a ser seguida quando se trata do desenvolvimento de um novo produto. Diferente da inovação no modelo de negócio que acontece de forma mais direta, uma nova tecnologia não nasce pronta. Existem várias etapas a serem vencidas desde a sua concepção até que ela esteja pronta para ser comercializada. É um trabalho científico de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D).


Os níveis de maturidade tecnológica


Uma das principais ferramentas para avaliação do nível de maturidade de uma nova tecnologia é o TRL (do inglês Technology Readiness Level). A metodologia teve origem na NASA durante a década de 1970, com o objetivo de avaliar o nível de maturidade de uma nova tecnologia para uso em missões espaciais. Em 1989, o conceito começou a ser difundido mais amplamente e trazia uma escala com 7 níveis relacionados à fase de desenvolvimento. Esta metodologia foi aperfeiçoada e modificada ao longo dos anos seguintes para aplicações em diferentes campos.


Hoje é comum encontrar 9 níveis de maturidade tecnológica. Esta ferramenta é amplamente utilizada por diversas instituições no Brasil (ABDI, Embrapii, Inpe, Petrobras, SENAI e empresas do setor privado) e no mundo (ACATECH, NASA, NEA). Os 9 níveis para o caso do desenvolvimento de um produto de engenharia são:


TRL 1 – Nível mais baixo de maturidade. O projeto encontra-se no campo da pesquisa aplicada, visando a constatação dos princípios físicos básicos envolvidos na tecnologia.


TRL 2 – Etapa onde se iniciam as atividades inventivas, na qual são definidos potenciais de aplicação. Neste nível ainda não existe uma prova ou análise detalhada que comprove a aplicação especulada. O objetivo é explicitar o conceito técnico-científico.


TRL 3 – Aqui as atividades de desenvolvimento se iniciam. É feito um ajuste da tecnologia para uma determinada aplicação em condições controladas. Geralmente, é realizada em um laboratório equipado com instrumentos que comprovem minimamente os resultados esperados, calculados analiticamente. Com a conclusão desta fase é alcançada a Prova de Conceito ou PoC (do inglês Proof of Concept).


TRL 4 – São incorporados elementos para melhoria do desempenho da tecnologia com base nos resultados observados nas etapas anteriores. Ainda se trata de uma validação laboratorial.


TRL 5 – Nesta etapa o objetivo é criar um protótipo do novo produto. A sua robustez deve aumentar significativamente até alcançar uma “cara de produto”. Inicialmente, os testes do protótipo devem ser realizados em ambientes simulados e condições operacionais brandas.


TRL 6 – O protótipo deve ser testado em ambiente real ou muito próximo do real. É também chamado de Teste de Campo. Os parâmetros operacionais ainda não são os reais.


TRL 7 – Teste do protótipo em cadência real ou próxima da condição real. É também chamado de Teste de Escala. O objetivo é assegurar a confiança do produto sob condições operacionais mais severas. Em alguns casos, o Teste de Escala é realizado anteriormente ao Teste de Campo e a ordem é invertida com o nível anterior.


TRL 8 – Etapa final do desenvolvimento tecnológico. O produto é testado em campo e em escala operacional. Ao final desta etapa prova-se que a tecnologia está pronta, em termos de engenharia, para ser implementada. É possível levantar indicadores finais de desempenho, bem como indicadores econômicos e possíveis riscos operacionais envolvidos.


TRL 9 – Incorporação da tecnologia. Últimos acertos no produto. Etapa na qual é concluída a documentação e a certificação, nos casos em que são exigidos. Ao final desta etapa a tecnologia se encontra no mais alto nível de maturidade e pronta para a comercialização em escala.


Para recapitular os níveis de maturidade tecnológica, deixamos um resumo aqui para você!

Grandes fases da avaliação TRL.

A metodologia apresentada se refere ao desenvolvimento de produtos de engenharia. Para outros casos, como no desenvolvimento de software, os níveis são divididos de outras formas.


O entendimento do nível de maturidade tecnológica de um novo produto é importante principalmente para alinhar expectativas, uma vez que é bem comum haver grande ansiedade para se incorporar uma tecnologia inovadora e disruptiva em um processo produtivo. O tempo total de duração de um projeto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), é de aproximadamente 5 anos, considerando elevar o TRL do 1 até o 9. Nos casos em que a tecnologia se encontra em um nível mais evoluído e que serão necessários apenas pequenos ajustes, esse tempo diminui para aproximadamente 2 anos. Lembrando que cada caso é muito específico, então use os dados anteriores apenas como exemplos.


Na Subiter, desenvolvemos uma integração entre 2 tecnologias já consolidadas: a termografia infravermelha e a visão computacional. Chamamos essa integração de visão infravermelha. Nosso foco é aplicá-la na inspeção industrial e no monitoramento de processos. Como se trata de novas aplicações, ainda não alcançamos o mais alto nível de maturidade tecnológica, mas estamos no caminho. A tecnologia já se mostrou útil para diversos segmentos e seu conceito já foi validado.


Conheça nosso trabalho!



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